segunda-feira, 13 de junho de 2011


Ludovica

Me apaixonei por ela no tempo em que vendia DVD por aí...

Ela gostava de cantarolar as músicas pra ver se eu sabia o nome ou se, por algum-a-caso... Talvez se tornasse mais fácil para mim, receber a informação.

Engraçado era que sempre dava um jeito e ficava em casa a imaginar para que tanta ânsia na busca, talvez ela fosse uma mulher solitária. Bonita ela era.

Chamava-se ‘’Ludovica’’ e sempre dava um jeitinho de se esbarrar em mim.

Depois de passado o MSN, marcamos um rolê numa praia...

(o adeus)

Ludovica era bonita. Falou-me que dançava numa boate, foi aí que decifrei aquela ânsia por músicas oitentista. Quando nos abraçávamos as coisas pareciam fluir, os peitos eram perfeitos... Mas aquele pau... Ludovico tinha uma enorme pica e o adeus foi inevitável.


sexta-feira, 3 de junho de 2011

TALK TALK MONTREUX 1986 (MUITO FODA!)

segunda-feira, 25 de abril de 2011


SERGE GAINSBOURG ''ZIG ZAG AVEC TOI'' 1975 (RARIDADE)



quinta-feira, 14 de abril de 2011


O amor:

Uma fonte abandonada num solo infértil.

A herança maldita pros insurgentes do porvir

Uma pele seca que abre as portas vez em quando Para o vento

Ou para uma chuva que não penetre o lençol.





O monstro da noite


Aos poucos o mundo tinha a minha cara

Tudo em volta passou a adquirir pedaços do meu convívio.


Músicas espalhadas por outros quartos...

Filmes, imagens

Fotografias...

[Livros...]

Pedaços do meu corpo sendo diluído a cada essência.


Permuto pelas ruas

Sorrindo pelos bares e muitas vezes:

Puro teatro!


Ando... aperto mãos

Beijo rostos...

Digo que sim,

Para não transparecer uma aflição que não pertence á outros.


Adormeço na certeza de novos lares

Existindo num vazio dentro de mim,

Sendo a música que se deitou contigo.


Vivi sob constante pressão

Masquei chiclete, fumei cigarro

Caminhei aflito e sem rumo.


Ainda assim, revirei os cantos a procura de qualquer coisa

Coisas que aqueles lugares ofereciam e eu dizia sempre, sim.


quarta-feira, 13 de abril de 2011



A ponte pro futuro


Algo em você me traz algo que perdi

E é cada vez mais forte a certeza de que existem fragmentos.


Volto no tempo alguns anos...

Regresso ao velho quarto, aos velhos amigos...

E me vejo sentado na minha cama.


Então, eu sinto a força dos incensos do teu quarto

O azul de uma tarde que morre todos os dias depois da partida do sol

Sinto o peso do tempo que devorou todos aqueles sorrisos,

Todos os lugares e pessoas que se embaraçam em novas pessoas.


Entrar num quarto e senti o cheiro do incenso...

É reviver sem a tua presença outras presenças que também são tuas.


Não é apego ao passado, estar... Lembrando de tudo que deixei

Eu não estagnei, eu sou só um mosquito que observa

Uma testemunha da maquina que se alimenta do tempo que se desloca

Eu não estagnei, eu só fechei os olhos e respirei fundo diante de tudo que tem me mantido vivo.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Velhos tempos, belos dias...







segunda-feira, 14 de março de 2011




*NOSSAS VIDAS


De onde viemos, deixamos de ser parte de uma mãe para sermos ‘’um’’.
Passando: É o que todos fazem. Seja feio ou bonito, rico... Pobre... Todos exageradamente adaptados á vida do ‘’quem é quem’’.
(Fase de deslocamento de origem)


Ao chegar ao fim, é de impressionar a solidão do ser individual, como se a realidade do corpo e da vida na terra seja ainda, muito pouco.

Se morremos: É sinal de que cada momento deva ser ‘’desprezado’’ em magnitude do que o porvir oculta.

Quando se analisa o passado de quem morreu estando vivo, a única fragilidade que nos une a ele são nossas lembranças.
Lembranças que talvez também morram um dia, por que o cérebro é algo perecível e não suporta o peso dos dias, trabalha com escombros de imagens que se misturam e se auto-deletam.

*leia ''Cidadezinha qualquer'' de Carlos Drummond de Andrade

terça-feira, 1 de março de 2011




PSICÓTICO


A paixão perdeu o freio:

Sim, obsessão e descontrole sendo diluído á bebida.
–ela bebeu!

- está começando a se soltar... Levemente a cabeça se reclina.

-vou esperar até que ela vá ao banheiro para observar o efeito...


(ELA SE LEVANTA)


Acompanho seus passos em silencio, abro a porta e ela entra no banheiro...
A minha presença não incomoda seus olhos entorpecidos, ela fica nua e senta no vaso buscando apoio. Quando se levanta deixa a mostra seus pêlos lisos. Antes dela colocar o vestido, saio e levo comigo a calcinha.

(DE VOLTA A SALA)

Já deitada, me convida em silencio ao prazer provocado pelo uso de medicamentos para sonhos fantasiosos, me aproximo devagar subindo a mão pela coxa...
O único som que escuto, alem de Vivaldi, é o som dos gemidos que emergem lentamente de dentro pra fora.

(MINUTOS ANTES DO MEDICAMENTO)


A espera é angustiante, vou injetar pela rolha um pouco de cetamina e para mim um êxtase... Não, acho melhor a metade.

(DE VOLTA A SALA)


Ah, maravilhosa droga! Agora sim escuto o som de deus, o vibrato do sexo.
Seu corpo está frio como a tempestade que se aproxima, venham cantar, anjos do escuro!
Parem com o lamento e venham dividir comigo esta maça cheia de bichos. Ela tem a maravilhosa droga, ela tem a aurora boreal.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011


O problema é seu

Você diz ter transcendido?

Te vejo ainda trigo e não o pão.


Você que é tão descolado...

O herói do grupo e bem dotado,

Fica se sentindo impuro só porque um cara é viado?


Mas quanta caretice ‘’grande homem’’

Relaxe e deixe de ser idiota

Se é de buceta que você gosta

Então mete numa quando lhe for propicio.


Deixa que as pessoas sigam sua rota

Se para o leste você se destina:

O norte do semelhante é também livre arbítrio!


A individualidade é coisa seria!

Uma repulsa contra desejos alheios é aceitável,

Quando o desejo alheio invadir o teu espaço.


(para aqueles que não sabem interpretar um texto, SOU HETERO!)


... RELAX! RS'

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011


90 demais!


(B. Muniz)


Não me deixe aprisionado no ultimo quarto

Preciso de alguém pra voltar pra casa,

Não quero ver o escuro de olhos abertos.


Deveras, deveria ser o louco

O Tenso, inexplicável... Agonizante

O PLÁSTICO QUE ENVOLVE A CHEMICAL.


Anos 90 demais na fita

Anos 80 também saciam.


Ando todos os dias

Ando nos mesmos lugares, sempre

Procuro o que ainda não me preenche

Suavizando os meus passos aqui. Parados.


Me apaixonei por muitas mulheres

Tenho um amor que me toma

Tenho a maior paixão e o melhor amante,

Um cobertor febril desprovido de escrúpulos e pureza.


Um baratino na madruga é algo típico

Meninas se ascendendo na sapatagem...

Cocaína, uma agressividade

Que nem quem participa entende o caos instraurado.


onde eu ando:

Quem entender almas noturnas

Talvez me encontre onde tocar baladas oitentista.

Otimo filme, recomendo para todos os ''b''rasileiros. (CRONICAMENTE INVIÁVEL)