segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

la plage










Video da banda Quarto Negro de SP, achei o trabalho muito bem feito e resolvi postar aqui.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010



12 anos


(não há mais flores no meu quintal)
Lembro de tantas noites de êxtase no corpo
O frescor da brisa noturna que trazia consigo a liberdade dentro dos limites.

Era como começar a andar

Era um andar como quem começa a ver

E o começar a ver vinha crispado no sentir.


E então estávamos juntos,
Outros eram evitados.
Nossos longos papos antes do beijo...

O local deserto desarticulava a união por um pequeno instante.


Meu pai me alertava ao suposto flerte
Sem saber os dois
Que ela já morava em mim.

Ela ainda mora.


O que hoje são lembranças,
Foram antes olhar em silencio a observar o silencioso tempo
Não há mais flores no meu quintal

São apenas espinhos de ônix, sedentos

Que choram comigo.
Bebem o meu sangue em troca das lembranças das flores mortas.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010



Desvio

De lá pra cá

Vejo a cada dia um nome de homem diferente no seu MSN.

(O amor se multiplica quando cresce o número de pica)

E eu ainda sou o mesmo cara esquisito,

Que gosta de amarrar na hora do sexo

Talvez, o olhar... Ele fira a minha libido

Por isso vendava os teus olhos

Era pra ver a cena como único.

Ainda guardo a fotografia dos teus seios

Antes o anseio, agora o nojo

De lá pra cá o mundo nos modificou

Estou aqui, com o mesmo laço nas mãos amarrando uma menor

Talvez, o olhar... Ele fira a minha libido.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010




O dono da flor

Leve caminhar,

O de quem apenas segue

Do riso que deixas o passado das fotografias

Para um presente nostálgico

Como o mármore que mantém suas gravuras de dias solenes.


Aqueles velhos olhos descobriram uma possibilidade

Ser árvore apenas.

Florescer enquanto for feliz a primavera

E nas passagens dos finais de tarde...

Manter-se viva entre os quintais e o alvorecer.


Vejo o passado como a imagem de pássaros

Pássaros tardios do quase cinza céu

Desbravando com vôos planos

(O pleno) rotulo que ganha à forma de saudade.


Vejo o regresso nos seus olhos de hoje

Nos pequeninos olhos que serão só uma aparição

De um vulto no escuro á um pulo nos anos perdidos.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Siouxsie & The Banshees

(Israel)




A primeira apresentação com a formação original, foi no Punk Festival, em 20 de setembro de 1976, no 100 Club, em Londres. A banda tocou somente covers como Twist And Shout (dos Beatles), Knockin' On Heaven's Door (do Bob Dylan) e e uma versão de cerca de vinte minutos de The Lord’s Prayer, que agradara somente a um dos assistentes de Malcom McLaren, empresário do Sex Pistols, que se encontrava na platéia. Logo após a apresentação, foram convidados a acompanhar o Sex Pistols como banda de abertura em uma turnê pela Inglaterra.

A formação de então era: Susan Ballion (vocal), Steve Havoc (baixo), Sid Vicious (bateria), Marco Pirroni (guitarra).

Meses depois com a saída/expulsão de Glen Mattlock (Baixo - Sex Pistols), Sid Vicious foi efetivado nos Sex Pistols como baixista mesmo sem saber tocar baixo. Marco Pirroni também deixa a banda e passa a tocar em uma série de outros grupos na Inglaterra como a banda de New Romantic, Adam & the Ants.

Desde então, Susan e Steve passaram a liderar a banda em uma troca incrível de guitarristas que pouco ficaram na banda.

Para substituir Sid Vicious e Marco Pirroni, entram Kenny Morris (baterista) e John McKay (guitarrista), o que deixou a formação estável nos 2 primeiros discos da banda até o fim de 1979. É a partir deste momento que Susan Ballion passa a se chamar Siouxsie Sioux, referência a uma tribo indígena Norte-Americana, e Steve Havoc passa a ser chamado de Steve Severin.

Na semana em que a banda procurava um nome, foi exibido na TV o filme Cry of the Banshee, baseado no conto de Edgar Alan Poe, no qual o ator Vincent Price atuava e acharam que The Banshees seria uma ótima idéia pra um nome. Depois pensaram em Susy and the Banshees, e em definitivo, Siouxsie & the Banshees. Banshees são entidades femininas pertecentes à mitologia celtica cuja voz bela e tenebrosa anuncia a proximidade da morte.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010



Dama decaída


Eu bem sei no que vocês se transformaram

Na dura covardia que se mistura com as ruas,

Com os locais bizarros, cemitérios e casas noturnas...

A vida se tornou menos atraente comparada ao teu novo tênis.


Eu entendo o seu estilo vanguardista

Mesmo havendo em você a não presença de Alvarez de Azevedo:

O seu cigarro se mistura com tuas gírias de merda

E o vazio do seu existir é algo que você desconhece.


Mas está tudo certo para nós

Poderíamos ir a uma boate,

Beber um rum

Ou campari com prozac.


eu sei no que você se transformou,

do seu desespero por cocaína

da sua indesição sexual e da sua desorientada bússola da personalidade.



terça-feira, 10 de agosto de 2010

Cena de estupro super forte!!!



IRREVERSIVEL ( Gaspar Noé Gênero)

A pervertida (Tinto Brass)

così fan tutte (tinto brass)

terça-feira, 3 de agosto de 2010

techno viking

sexta-feira, 30 de julho de 2010

LESBIAM

wado / tarja preta-fafá


Lugar

Um lugar azul

Com mata e casebre e fogueira.

Um lugar perfeito

Iluminado, com rio e cachoeira.

Um lugar feliz

Onde tenha rede e chá de ervas.

Um lugar com noite larga,

Estelas a pigmentar o escuro...

Um lugar calado

Um lugar parado;

Mas que me traga o meu encontro comigo.

(Bruno Muniz)

sexta-feira, 16 de julho de 2010


PAGU

Bruno Muniz


Era muito tarde quando resolvi parar de beber. As ruas estavam vazias e o silêncio da madrugada congelava meus pensamentos.
Existia alguém que acabara de passar pela minha vida, existia uma menina como outra qualquer, existia um desejo temporário como todos os desejos, existia um prólogo que dava rumo a uma crônica outsider, existia passos como outros cambaleantes passos e uma imagem turva sexy, de um rosto sexy aprisionado dentro do céfalo eu.
Quando a noite se torna uma realidade pungente que digere o sorriso, e a sala nada oferece alem de programas chatos na tv, o que dizer aos instintos sentimentalizados por uma cabeça que não só se excita, como também descreve o lado cult de uma personalidade feminina?
O que dizer ao real se o mesmo vive fugindo?
Amor! Não, não existe. Atração visual, perversões, desejos inexplicáveis e sinceros, há, isso sim e com uma força justa e meio piegas, como todo visionário lírico e não pertencente das novas e chatas paixões de uma geração perdida.

quinta-feira, 15 de julho de 2010


O enleio



Passei a te encontrar nos lugares mais incertos

Num filme, em palavras...
Num personagem sem rosto e sem uma presença certa

Um tipo de lembrança constante

E confesso gostar demais de tudo isso.

Adentrar ou estar no seu mundo, me assusta.

Quando seus olhos me enfrentam

Todo o meu corpo te pede
Como o vento frio a me cortar a pele.

Amor e paixão têm seu tempo de vida
Tudo no mundo deixa de ser um dia
Então, se posso ou não te sentir, Sentir seu cheiro...
Porque não o fazer? Como não desejar este transe?

Queria te ganhar de forma inconsciente

Ah, se a base desse corpo, O interior dos seus segredos
Dissessem-me uma vez somente que eu te freqüento. Que eu te freqüento.

quarta-feira, 14 de julho de 2010


Não sigo

Jamais

Serei um de vocês.

Jamais

Tomaremos um papo cabeça num barzinho desses.

Não gosto

De citar nomes como, Jung

Pois não gosto de fama no que escrevo.

Sou louco pelo anonimato

O anônimo me deixa ligado

Por isso evito as setas,

Os exemplos

Ou escrever por indicação.