quarta-feira, 25 de agosto de 2010



Dama decaída


Eu bem sei no que vocês se transformaram

Na dura covardia que se mistura com as ruas,

Com os locais bizarros, cemitérios e casas noturnas...

A vida se tornou menos atraente comparada ao teu novo tênis.


Eu entendo o seu estilo vanguardista

Mesmo havendo em você a não presença de Alvarez de Azevedo:

O seu cigarro se mistura com tuas gírias de merda

E o vazio do seu existir é algo que você desconhece.


Mas está tudo certo para nós

Poderíamos ir a uma boate,

Beber um rum

Ou campari com prozac.


eu sei no que você se transformou,

do seu desespero por cocaína

da sua indesição sexual e da sua desorientada bússola da personalidade.



terça-feira, 10 de agosto de 2010

Cena de estupro super forte!!!



IRREVERSIVEL ( Gaspar Noé Gênero)

A pervertida (Tinto Brass)

così fan tutte (tinto brass)

terça-feira, 3 de agosto de 2010

techno viking

sexta-feira, 30 de julho de 2010

LESBIAM

wado / tarja preta-fafá


Lugar

Um lugar azul

Com mata e casebre e fogueira.

Um lugar perfeito

Iluminado, com rio e cachoeira.

Um lugar feliz

Onde tenha rede e chá de ervas.

Um lugar com noite larga,

Estelas a pigmentar o escuro...

Um lugar calado

Um lugar parado;

Mas que me traga o meu encontro comigo.

(Bruno Muniz)

sexta-feira, 16 de julho de 2010


PAGU

Bruno Muniz


Era muito tarde quando resolvi parar de beber. As ruas estavam vazias e o silêncio da madrugada congelava meus pensamentos.
Existia alguém que acabara de passar pela minha vida, existia uma menina como outra qualquer, existia um desejo temporário como todos os desejos, existia um prólogo que dava rumo a uma crônica outsider, existia passos como outros cambaleantes passos e uma imagem turva sexy, de um rosto sexy aprisionado dentro do céfalo eu.
Quando a noite se torna uma realidade pungente que digere o sorriso, e a sala nada oferece alem de programas chatos na tv, o que dizer aos instintos sentimentalizados por uma cabeça que não só se excita, como também descreve o lado cult de uma personalidade feminina?
O que dizer ao real se o mesmo vive fugindo?
Amor! Não, não existe. Atração visual, perversões, desejos inexplicáveis e sinceros, há, isso sim e com uma força justa e meio piegas, como todo visionário lírico e não pertencente das novas e chatas paixões de uma geração perdida.

quinta-feira, 15 de julho de 2010


O enleio



Passei a te encontrar nos lugares mais incertos

Num filme, em palavras...
Num personagem sem rosto e sem uma presença certa

Um tipo de lembrança constante

E confesso gostar demais de tudo isso.

Adentrar ou estar no seu mundo, me assusta.

Quando seus olhos me enfrentam

Todo o meu corpo te pede
Como o vento frio a me cortar a pele.

Amor e paixão têm seu tempo de vida
Tudo no mundo deixa de ser um dia
Então, se posso ou não te sentir, Sentir seu cheiro...
Porque não o fazer? Como não desejar este transe?

Queria te ganhar de forma inconsciente

Ah, se a base desse corpo, O interior dos seus segredos
Dissessem-me uma vez somente que eu te freqüento. Que eu te freqüento.

quarta-feira, 14 de julho de 2010


Não sigo

Jamais

Serei um de vocês.

Jamais

Tomaremos um papo cabeça num barzinho desses.

Não gosto

De citar nomes como, Jung

Pois não gosto de fama no que escrevo.

Sou louco pelo anonimato

O anônimo me deixa ligado

Por isso evito as setas,

Os exemplos

Ou escrever por indicação.



  • CALL

Dentro de um quarto apagado,
O consolo para a saudade é música dos mutantes.
Escrever, para quem e-x-a-t-a-m-e-n-t-e?


Acho que
Só amo quando gozo
Ou
Quando tenho a pretensão de tentar o gozo.

O que exatamente amo?
Foi tanto amor a emergir no torpe,
Que o mundo inteiro aderiu ao golpe
O meu amor fez-se escravo do tempo
E se acabou sozinho dentro de um quarto.

terça-feira, 13 de julho de 2010


Acho


Sou seu, às vezes

Às vezes sou certo.

Me dou a um só devaneio

E se ouso ser fácil:

É pra você que me atiro no fim da festa.

(B. Muniz)

segunda-feira, 12 de julho de 2010




Terceiro olho



... O café amargo que me transformei


E que sutilmente se uniu a minha vida sem açúcar.



Ando a escutar as mesmas vozes


As músicas de sempre


Fumando cigarro para matar o tempo


E me sentido cada dia mais pelo avesso.



Queria mesmo era me esconder dento de mim


(Encontrar a árvore)


Desativar de vez a reação as coisas


Sentar-me no cais e molhar meus pés com todo o silêncio do lugar.

terça-feira, 29 de junho de 2010




“Smiths’’ por algum motivo


De copo em copo acaba-se a noite

Smiths, o som de um quarto fechado.

Alguém que não vi

O prazer de não ter prazer algum.

Passos na casa apagada,

A água fria do chuveiro

O rosto de uma garota morta

Viva, num canto feio da memória.

Faço sexo com o desejo triste da solidão

Como uma maquina

Uma peça no lugar errado.

Estou ouvindo smiths.

Sim, estou sozinho

Smiths por alguém que não vi

Smiths por algum motivo.

Eu não imagino o que você pensa

Não tenho tanta certeza

Se te beijo ou estupro.

Víbora,

Lamentações,

Sua esclerose múltipla.

smiths sem alguém

Sem tua boca molhada,

Sem cigarro depois do sexo;

smiths e Paulo leminsky:

“na noite enorme

-tudo dorme

Menos teu nome. ’’ (Bruno Muniz)

(assista ao video how soon is now)

terça-feira, 4 de maio de 2010



Outro passado



Nada pondera sem o fio da quimera santa
nos teus olhos de fogueira sou queimado
além do vulto do passado,
além do ultimo trem para o subito enlace
canto para a noite e ouço o soluço, o vagido.

Solto no tempo e a mercê do tempo
volto os dias na ampulheta da ângustia
num momento onde eramos um altar de glória,
Onde o alto céu nos parecia intimo.

Nos vitrais quebrados,
Na neblina que trazia o frio supremo,
a fumaça do ultimo cigarro
E um elemento de alta rotatividade nas entranhas de penumbra.

É triste tentar trazer-te de volta!!!
Pois falta o mesmo ar no peito envelhecido,
Me falta as novidades do mundo erradicado
A boa noticia das marés de inverno.

Quando foi que a tua essência fez-se borra?
Vimos demais o quanto o destino nos puniu
O estar foi deixando de estar conosco,
O cambaleio da nossa separação foi inevitavel, oh vida suja!

Porque o tempo não parou para ouvir a suplica?
porque o céu mudou de cor e as vestes do espirito nos sufoca?

quarta-feira, 28 de abril de 2010



AZUL


Aqueles pretos olhos

Porto de porcelana

E os fios cortantes do cabelo ao rosto,

Quando sentido na minha pele excitada:

A pele tocada era entorpecente.

Aquele olhar doente e estranho

Cheios de becos mal iluminados,

De casas apagadas

E camas vazias.

Desejos que procuram os seus olhos.

Não me atrai o corpo

E sim o mundo submerso por essas águas de carvão.

Um olhar obscuro é de certa forma,

Uma presença indireta.

Como olhos cerrados,

Dia que termina,

Quarto apagado ou noite sem estrela.

Eram os olhos mais sem vida

A água que talvez

Fizesse-me molhar o rosto apenas

O fluido surreal cheio de maldades

Mas que goza e se revela numa flor de cor azul.



(Terei lembranças que você nunca saberá)

sexta-feira, 19 de março de 2010


Boate sound


(antes)

A fumaça dançante do café quente, o cigarro posto numa mesa de centro a uma meia luz. É o que vejo nesta sala sóbria. suas unhas vermelhas vulgares...
Ressaltando no escuro.
O cabelo em meu colo, forma violenta de usar a boca e a avidez com que escapa do jorro quente, orgasmo.


(hoje)

Daqui da janela nada me atiça, a boate sound com seus gays, viciados e prostitutas não contagiam, nem me incitam ao sexo como de costume.


Seu vestido verde solto, o salto médio... A aproximação constante dos olhos, mero instinto ou um novo desejo.No balcão, peço outra dose de vodca, o barman parece entender o que penso a seu respeito e esboça uma estranha tristeza e era uma sexta-feira.


Faz um ano que as coisas não vão bem. Pedidos perdidos, telefones manchados e sua presença cada vez mais vaga.O tempo me destrói, me mastiga e me engole aos poucos e aos poucos me embriago, animando-me um pouco com duas ou três músicas de David Bowie.


Uma garota me pede dinheiro, percebo no ato o quanto aquela vagabunda havia bebido na noite. Falo em seu ouvido “discretamente” pra que me aguarde no corredor dos fundos.


Ela sai, não diz nada e segue depois na direção citada por mim.Já cheguei pondo a pau pra fora!
Catei umas cédulas no fundo dos bolsos, Arranquei sua calcinha com violência, suspendi o vestido e a comi, ali mesmo.

De costas pra mim.
Um dos seios pra fora, segurava o dinheiro com a mão cerrada, a cara pra parede, abaixando com freqüência, sem forças para suportar o golpe brusco das estocadas.

A fumaça dançante do cigarro e a mesma falta de vergonha na cara. Volto pra casa com uma calcinha no bolso, um sorriso triste no rosto e uma marca de dentes no braço.

Bruno Muniz


(Assista Cristiane F.)

segunda-feira, 15 de março de 2010




SANTO AMARO EM TREVAS!!!



(Clique na imagem p/ ampliar)





FOTOGRAFIA DE PAKDERM

sexta-feira, 12 de março de 2010






(click e amplie)